segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

(re)Encontros

É estranho quando se passam tantos anos sem ver alguém e de um momento para o outro, quase sem sabermos como, essa pessoa volta a entrar na nossa vida.
Mas será que se pode chamar reencontro ao rever uma pessoa quando, de certa forma, nunca a deixámos de ter connosco? Quando a lembramos tantas e tantas vezes, sempre de forma tão positiva, tão doce. Quando algo ficou inacabado, há muito tempo atrás.
Juntamente com toda a estranheza de sermos hoje outros que não os de antes, um sentimento de familiaridade faz com que apesar de haver muita conversa para pôr em dia, muita coisa para (re)descobrir, sejamos ainda os mesmo que ontem simplesmente deixaram de se ver.
Curioso perceber como, todo este tempo, ambos nos sentíamos culpados por algo que não faz sentido, algo de que nenhum de nós teve culpa.
Espero que não nos voltemos a perder.
É muito bom voltar a ter-te por perto.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Gosto de te ver sorrir

Não há melhor que ver sorrir as pessoas de quem mais se gosta.
Sorrir verdadeiramente. Sorrir com vontade, sem preocupações nem reservas.
E se lhe juntarmos um abraço apertado e um beijo... não há palavras.
Principalmente tendo eu o privilégio de receber aqueles que são, sem margem para qualquer dúvida, os melhores abraços do Mundo.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O Natal atormenta-me.

Nunca consegui perceber o interesse de toda uma utopia moral condicionada a 48h.
Tudo o restante é posto de parte (por uns dias) e pinta-se o mundo de um cor-de-rosa que na verdade, não existe. Anda no ar aquilo a que chamam o "espiríto de natal" mas que na verdade não passa de um gosto e uma atracção inexplicável pela ilusão de vidas perfeitas que se tenta impingir aos próprios e aos outros, como se se vivesse dentro de um qualquer filme moralista de categoria B.
O Natal é muito facil de resumir: comida, doces, bolos, fritos e prendas.
O resto, se não há o ano inteiro, também não interessa que haja agora.
E eu que até gosto do Natal.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Gosto de ouvir chover!

Gosto deste frio gélido da manhã.
Gosto do sol a entrar radiante pela janela mesmo que só para marcar as horas.
Não gosto das horas.
Gosto dos reflexos das poças de chuva a dançarem no tecto.
Gosto de quase adormecer no sofá. Como agora...
Até já.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Eu não sei parar de te olhar...

Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...se te olho profundamente,
Rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos seus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente.

Ana Carolina




E não é preciso acrescentar nada. Tudo seria excessivo e insignificante.

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sábado, 5 de dezembro de 2009

Aqui vou ser feliz!

Desde o primeiro dia em que ficou decidido que a nova casa seria esta, que tudo mudou. Fico com a sensação que a vida me andava a seguir, às escondidas e muito sorrateiramente, à espera que eu tomasse uma atitude para finalmente correr para mim e me abraçar plenamente. E foi o que aconteceu.

O suceder de acontecimentos que se precipitaram de um dia para o outro não tem explicação possível. Nem é para ter. Aconteceu tudo o que era, achava eu, impensável. Muito menos assim. Literalmente de um dia para o outro, dei por mim Viva. E é tão bom estar assim...

Amanhã não sei o que virá mas hoje... hoje eu sou Feliz!

E a banda sonora continua, mais do que nunca, simplesmente perfeita... é real!

Cá vos espero.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Renascer

Doi-me tudo. Até a alma.

Estou Viva!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

25 de Abril, Sempre!

A mensagem que se segue, foi escrita pelo Zeca, já doente, para os amigos que o homenageavam em Braga em 1984.

"Mas esta festa não pode ser só uma homenagem a um homem, seria bem pouco. Tem que ser também um encontro de pessoas que recusam a anestesia que o sistema nos quer impingir e sobretudo um apelo à juventude para que mantenha sempre um espírito crítico e uma atitude de esclarecida resistência face aos pseudo-valores que a sociedade capitalista nos pretende impor.

E se é certo que a situação actual não é a mesma de antes do 25 de Abril, importa manter a capacidade de indignação e sermos capazes de rejeitar a hipocrisia dos detentores do poder.

Espero reencontrar os amigos mais tarde e dialogar e conviver com os jovens e com todos aqueles para quem a justiça e a fraternidade são a razão da sua luta.

Obrigado companheiros, um abraço do Zeca."

Apesar do estado de caos, abandono e indiferença a que tantas vezes parece que isto anda entregue, felizmente ainda há muitos jovens a saber conviver e dialogar com o Zeca e com tantos outros seus pares, a partilhar das suas Utopias e a acreditar que juntos podemos e vamos mudar o Mundo.


segunda-feira, 14 de abril de 2008

Parabéns Maria

Completamente louca, destravada e alucinada, com a mania de porteira de casa de banho, uma tara por narizes e sempre pronta a fincar garras e dentes, esta meiguice preta faz hoje 3 anos.
Está prometido o banquete com o belo lombinho de pescada, as delicias de camarão e frutos do mar e, claro, muita alface, espinafres e agriões.
E como tem bom gosto, um Häagen-Dazs Pralines & Cream de sobremesa.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Canto porque é real!

Há momentos em que temos a certeza que determinada música é simplesmente perfeita, que traduz tudo aquilo que até então apenas nos atrevemos a dizer com o olhar... que temos a certeza ques esta foi feita para nós.
E vamos continuar sem precisar de dizer absolutamente nada, vamos continuar a poder falar apenas com o olhar, os gestos e o toque porque as palavras exactas já estão alinhadas na mais perfeita forma.
Nada mais posso dizer que não há palavras que possa escrever que traduzam mais do que a simplicidade desta maravilha nesta versão fabulosa.
Só porque és real...
Só porque apetece...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

(re)Começo!

Momento muito desejado e sonhado vezes sem conta mas sem imaginar que se podia de facto tornar real. Ainda para mais tão cedo, tão repentinamente. É o que acontece quando há encontros assim, completamente inesperados a meio da noite.
Já te conhecia de cor. Cada traço, cada curva. Mas é agora que tudo (re)começa, agora é a sério. Agora vamos poder ir mais longe, sonhar e voar mais alto. Começamos a saber ouvir um respirar diferente, o nosso respirar. Há um novo descobrirmo-nos que vamos agora poder aprofundar a cada dia, uma cumplicidade que vai crescer enquanto nos adaptamos às manias e feitios um do outro.
Não se pode forçar o tempo. Não o vamos fazer. Vai ser, tem de ser, sem pressas nem pressões. Com a calma necessária para nos aprendermos, para respeitar os tempos, habitos e necessidades.
Futurologia não é uma ciência exacta, não se pode saber ao certo o que irá acontecer mas o que podemos é aproveitar ao máximo o que temos e o que construirmos todos e cada dia e assim o valorizar e fazer com que a cada dia que passa se tenha algo mais.
(re)Começamos aqui uma nova vida. Com a certeza de que aconteça o que acontecer, o que importa é sermos felizes, independentemente de tudo o resto.
De preferencia juntos.
Mesmo sem o efeito do fumo branco, posso afirmar finalmente... Habemos CMOS!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Esgotamento.

Lembro-me como se fosse hoje, aquele primeiro encontro. Já lá vão uns anos.
Depois de tanto tempo a estudarmo-nos mutuamente ao longe, dos olhares trocados à distância da proibição, até finalemnte estarmos juntos. As enormes expectativas das primeiras horas... e logo as primeiras desilusões. Demorou, foram precisos mais alguns telefonemas e quilometros mas estavamos final e definitivamente juntos para começar uma nova vida.
Nem sempre nos entendiamos muito bem, às vezes chegavamos a falar, embora cada um na sua língua e nem sempre de forma muito clara e ainda menos racional.
Juntos passamos por muita coisa. Vivemos condições por vezes adversas, vimos muita coisa feia mas os bons momentos foram sem dúvida o dominante nos tempos que partilhamos.
Sabes como são estas coisas... Não sou eu... És tu!
Não é um adeus que não te deixarei partir e prometo que irei continuar a estar contigo sempre que possivel mas já não podemos continuar como até aqui. Estás cansado, completamente esgotado. Deste-me o que tinhas para me dar e talvez ainda mais e eu espero não te ter defraudado. Certo é que contigo aprendi e cresci muito mas agora preciso de seguir em frente, preciso de mais.
Descansa agora tranquilo meu CCD, serás sempre o primeiro.

Venha o próximo!

Ah! No que respeita à dúvida levantada anteriormente, terá que esperar por uma próxima, tenho uma forte suspeita da resposta mas como não voltei aos 40, terei que esperar pela próxima enfermidade.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Deliriu?

Será mais comum aos 36 ou a partir dos 40?

Podia com base nas vivências dos últimos dias saber a resposta mas a dúvida continua, nomeadamente porque não me lembro! Ou será que isso por si só já é uma resposta?

Certo é que não há mais irritante que estar entre os 37,5 e os 38.

Vou voltar para o destilo, quem sabe não volto com uma resposta!
(de que me lembre...)

domingo, 27 de janeiro de 2008

Bom dia!

Gosto de acordar assim, quando ainda dormes.

- Bom dia
- Hmmmmmmmmmmm... ficas cá hoje não ficas?

E há como dizer que não?

sábado, 15 de dezembro de 2007

Sorriso lindo

Nada como um sorriso lindo para nos lembrar que o sol brilha até nos dias mais invernosos.
Um abraço bem apertado, quase sufocante e um beijo feliz.
"Tinha saudades tuas!"
E assim se ganha o dia, em pleno circo.
Até amanhã Joana.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Inevitávelmente, o fim...

Acabou.
Já passou demasiado tempo. Já não há nada a dizer.
Não se pode fazer parte do que não se sente, ainda que se continue a sentir. Mas acabou. Não há mais vida que se possa roubar na esperança de que um dia, quem sabe, tudo mude.
Já muito foi dito, já muito foi feito. Demasiado ficou por fazer.
E assim se chegou ao fim. Inevitávelmente, o fim...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Parabéns minha menina linda.

Não me conheces e, ainda que ingenuamente continue a acreditar que sim, o mais certo é nem saberes que existo. Mas existo. E tu continuas a existir em mim.
Não te vi crescer. Não te vi chorar. Não conheço os teus gostos nem o teu sorriso. Não conheço os sonhos que se escondem no brilho dos teus olhos.
O que te faz sorrir minha menina linda? O sol do fim de tarde? Ou preferes a lua e o calor da manhã?
A que hora gostas da praia? E de brincar na relva? Jogar à bola, saltar ao eixo, viver sonhos?
Roubaram-me tudo. Arrancaram-nos de uma vida que podiamos ter tido. Tiraram-te de mim. Sem pudor, sem remorsos. Sem pensar nem em ti nem em mim.
Lembro e relembro de forma tão presente que chega a doer a única vez que te vi. Foi preciso fugir uma e outra vez para, por um único momento, te ter comigo ainda que por tão poucas horas. Dolorosamente poucas. Não é assim que se acaba uma vida.
Talvez um dia nos voltemos a encontrar. Talvez um dia te possa conhecer. Talvez um dia... e vamos poder correr, saltar, rir às gargalhadas a tarde toda e ir passear sem medo de voltar. Talvez um dia volte a sentir o cheiro do peixe no forno. Talvez um dia me possas mostrar o mundo que vês por esses olhos que não conheço. Talvez...Talvez um dia te possa voltar a dar um beijo de boa noite e ficar a velar o teu sono sereno e despreocupado de quem descobre o mundo a cada dia que nasce como fiz naquela noite de ontem, há já tanto tempo. Demasiado tempo.
Talvez um dia...
Parabéns minha menina linda.

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