domingo, 5 de dezembro de 2004

Quem És Tu, de Novo

Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?

Quando o teu cheiro me leva às esquinas do vislumbre
E toda a verdade em ti é coisa incerta e tão vasta
Quem sou eu para negar que a tua presença me arrasta?
Quem és tu, na imensidão do deslumbre?

As redes são passageiras, as arquitecturas da fuga
De toda a água que corre, de todo o vento que passa
Quando uma teia se rasga ergo à lua a minha taça
E vejo nascer no espelho mais uma ruga

Quando o tecto se escancara e se confunde com a lua
A apontar-me o caminho melhor do que qualquer estrela
Ninguém me faz duvidar que foste sempre a mais bela
Por favor, diz-me que és alguém, de novo?

Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?

Jorge Palma

3 Tosquias:

Blogger Rui Santos diz...

Uma vénia para o Mestre e outa para ti...

10 de março de 2005 às 13:09  
Blogger Rui Santos diz...

Opsss, falta um "r"...

10 de março de 2005 às 13:12  
Anonymous Anónimo diz...

esta música tem qq coisa de mágico, tem qq coisa (ou mtas) de belo, esta letra é ... lindissima... grande Mestre Palma!!

16 de agosto de 2005 às 00:30  

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